quinta-feira, 31 de maio de 2012

A simbologia democrática

«... defende a igualdade entre os homens, mas admite a existência de diferenças de opinião, de sentimento e de competência; não acredita na perfeição, mas afirma dogmaticamente que o sistema que agora defende - o democrático -, é o melhor e o mais justo, o que implica que o povo seja todo ele bom e justo. E se assim é, esbarrramos contra um monstruoso paradoxo, pois, se o povo é de forma inata bom e justo não necessita de ser educado nem tão pouco se justificam as injustiças sociais. Se, por outro lado, necessita de ter leis, de ser ensinado e educado, então é que há outros seres humanos que implicitamente são mais justos, mais instruídos e mais educados. E aqui das duas uma: ou são uns farsantes que, sendo iguais a todo o povo, fazem-se passar por mais justos, instruídos e educados e, logo, o sistema que representam é uma farsa ou, segunda hipótese, são de facto melhores e então, deparamo-nos com uma dupla mentira: se em democracia somos todos iguais, não pode haver uns que sejam melhores do que os outros; e sendo melhores, o povo que é "menos bom" não poderá nem saberá escolhê-los, pois isto equivalia a ser o aluno a fazer o exame ao professor.»

  • «Então, por quê os louvores à democracia? Para responder a esta questão temos de ver quem é que a louva.É a maioria dos políticos que, sem ela, nada seriam e os outros que, já sendo alguma coisa, têm de entrar no jogo, no "clube" para daí tirarem maiores benefícios, sob pena de se verem excluídos... É também toda a estirpe de intermediários e audaciosos que beneficiam da situação tipo "laissez faire, laissez passer" para porem à prova seus dotes de oportunismo alimentado pela ausência de escrúpulos. Os demais incluindo a pequena burguesia (classe praticamente extinta) saem sempre a perder, levados na onda da incultura e da massificação dos mass media que se encarregam de fazer repetir na boca do pvo os ditos louvores, tal como ovelha astuta, cúmplice de mau pastor, que põe as outras a fazer e a repetir o mesmo slogan...»


In "Portugal - A missão que falta cumprir" de Eduardo Amarante e Rainer Daehnhardt

terça-feira, 29 de maio de 2012

Apreciação simbólica da elite democrática

A economia de mercado aliada à globalização criou o maior paradoxo dos tempos correntes. O homem é o lobo do próprio homem. Tal como o deus do tempo, Cronos, vai-se "devorando a si próprio". Mas o caso aqui é bem mais grave; É indisfarçável o clima de podridão que governa o país mais ocidental da europa.

Vale tudo para continuar a sacar uns milhões à custa do cidadão anónimo pagador de impostos. A cada novo "sub-imposto" que se cria é criado simultaneamente um novo canal que permite a sonegação de dinheiro que serviria a outros fins.

Que ninguém se iluda; como dizia o sócretino aqui há tempos: «as dívidas não são para pagar», tinha toda a razão... a «dívida» é a nova prisão da humanidade. Por ela se cometem as maiores fraudes e ilegalidades; só não vê quem não quer...

Porque simplesmente o pagante é inculto e falho de pensamento (não na generalidade, mas em boa parte) e está dominado por uma falsa democracia, o descalabro acentua-se indefenivelmente.

Um acto democrático na real acepção do termo, implica uma outra visão de democracia, sem elites que lhe desfigurem a sua essência. Eu acredito noutra democracia, não nesta, e por isso posso dizer que sou anti-democrata, tendo sempre presente que aqui democracia e anti-democracia possuem um significado diverso ao que lhes é atribuído. Isto implica que esta democracia tem de ser destruída. Ela própria se encarrega de o fazer, pois tal como Cronos faz em relação ao tempo, acaba por ser vítima dos seus nefastos procedimentos; o feitiço está a virar-se contra o feiticeiro.

Já não há máscaras que possam salvar este modelo demo-liberal. Está carcomido até ao umbigo. Mas claro que à hecatombe que se seguirá, a parte mais pesada dos detritos afectará em maior medida o cidadão anónimo sempre pagador de impostos. Os restantes, os flamejadores de bujardices democráticas, dirão aquilo que sempre se disse num modelo demo-liberal; os mercados meus caros, o primado do materialismo grosseiro em detrimento, cada vez mais decisivo, da espiritualidade e da contra-parte divina do homem.

O número é um operativo normalizável, mas hoje o seu significado foi transformado, o número é um operativo não normalizável, que desune continuamente em lugar de unir. Atenção aos números, quer naturais quer compostos... não servem apenas para contar e realizar operações diversas...

Bem vistas as coisas, já sabemos que está a começar o euro 2012, e durante pelo menos 12 dias, serão cometidas as maiores bizarrices de fundo, ninguém dará por isso pois tudo estará entranhado até às orelhas a ver os jogos da selecção, e a discutir as críticas e contra-críticas aos jogadores que representam Portugal.                    

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Lagarde, os gregos e a África sub-sariana

As mirabolantes declarações de lagarde a um jornal Inglês sobre os gregos, são a prova provada da «instrumentalização política» ao serviço da agenda Bilderberg. Não meus amigos, não é teoria de conspiração, e como o acaso não existe...

A senhora Lagarde esquece-se de um pormenor muito importante; é que a África sub-sariana tem os problemas que tem, devido em grande parte à actuação da própria e dos seus amiguitos do FMI. Conjuntamente com os governos ditos democráticos(??), as multinacionais e os governos africanos fantoches ROUBAM as riquezas em que esse continente é fértil, fazendo a maior parte da população viver na miséria.

Ora isto é um problema com o qual os europeus, neste caso os gregos, (excepto os seus governantes crápulas) nada têm a ver. Se os gregos não pagam impostos, isso é assunto de outro foro. É altamente imoral misturar as coisas. Como se as crianças gregas não fossem merecedoras de tanto respeito como as africanas.

As graçolas próprias de gente que nunca fez nada na vida, que nada sabe da vida senão instrumentalizar e deturpar, deveriam dar direito a prisão (talvez noutro planeta). Por outro lado, isto acontece devido à ignorância generalizada dos europeus, em matéria de história. Se as pessoas conhecessem a história teriam outra atitude cívica e política.

Da deturpação dos factos à limpeza étnica vai um passo, e Lagarde mostra o caminho, hoje os gregos, amanhã os portugueses...

Mas entretanto, pode ser que ela se foda, ela e outros da sua laia. Este vernáculo e o que se seguirá no final, não é utilizado de má fé nem sob princípios de má educação, corresponde simplesmente a um sentimento generalizado de indignação perante tamanhos achincalhamentos. Está na moda ser preto, escuro, cigano ou mafomeiro, coitadinhos dos excluídos da sociedade por via dos brancos racistas....

Lagarde: vai para a puta que te pariu, tu e os restantes maltrapilhos da tua laia. Ardei nos confins da ignomínia.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O sistema monetário do reino de portugal

Entre 1128 e 1325 o sistema monetário português sofreu poucas alterações. A moeda de maior valor era o marco de ouro (foram raros no reino português) que valia 60 maravedís ou morabitinos. Em reis (embora os mesmo só tivessem surgido pela primeira vez em 1423) dava a cifra de 120$000 (cento e vinte mil reis). Um maravedís ou morabitino era também de ouro e valia 2000 reis.
Depois havia a libra de prata que valia 800 reis. O soldo de cobre e outras ligas que valia 40 reis e o dinheiro que valia 3,33 reis. Estes valores não se mantiveram constantes, tiveram flutuações, excepto o marco de ouro e o maravedís de ouro.

Em 1423 o real branco equivalia a 700 soldos, e quando foi instituído, equivalia a 1 soldo de antes da crise 1383-85; as moedas do reino sofreram uma desvalorização de 700 vezes em pouco mais de 4 décadas (a partir de 1350 os maravedís deixam de ter corrência legal, sendo substituídos pelas dobras de ouro, com mais peso mas menos valor.)

Só para dar alguns exemplos, a desvalorização do real, que depois se popularizou reís, entre 1423 e 1910, e já agora para a actualidade, foi a seguinte:

1 real em 1423= 22 reís de 1910 (aprox. 0,42 euros)- desvalorização 83600x

1 real em 1436= 20 reís de 1910 (aprox. 0,38 euros) - desvalorização 76000x

1 real em 1470= 6,8 reís de 1910 (aprox. 0,13 euros) - desvalorização 25840x

1 real em 1527= 5,2 reís de 1910 (aprox. 0,10 euros) - desvalorização 19760x

1 real em 1577= 4,4 reís de 1910 (aprox. 0,084 euros) - desvalorização 16720x

1 real em 1630= 4 reís de 1910 (aprox. 0,076 euros) - desvalorização 15200x

1 real em 1654= 3 reís de 1910 (aprox. 0,057 euros) - desvalorização 11400x

1 real em 1663= 2 reís de 1910 (aprox. 0,038 euros) - desvalorização 7600x

1 real em 1730= 1,7 reís de 1910 (aprox. 0,032 euros) - desvalorização 6460x

1 real em 1789= 1,55 reís de 1910 (aprox. 0,029 euros) - desvalorização 5890x

1 real em 1821= 1,35 reís de 1910 (aprox. 0,026 euros) - desvalorização 5130x

1 real em 1830= 1,2 reís de 1910 (aprox. 0,023 euros) - desvalorização 4560x

1 real em 1852= 1,15 reís de 1910 (aprox. 0,022 euros) - desvalorização 4370x

1 real em 1887= 1,13 reís de 1910 (aprox. 0,021 euros) - desvalorização 4290x

1 real em 1900= 1,1 reís de 1910 (aprox. 0,021 euros) - desvalorização 4180x

1911 - 1 escudo = 1000 reís; 1 escudo em 1911 = 19 escudos actuais.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A justiça portuguesa está de parabéns

Desde a morte cobarde Francisco Sá Carneiro - para favorecer quem bem sabemos..

Ao desaparecimento de Madeleine Mc. Cann

Ao caso Casa Pia, ao caso Portucale, operação furacão, da compra dos submarinos, às escutas ao sócretino, do caso Universidade Independente e da moderna, do FCP, do SLB, da corrupção dos árbitros, à corrupção das autarquias, Fátima Felgueiras, Isaltino Morais, Braga Parques, ao Bibi (SLB), João Cravinho, o processo Costa Freire e Zeze Beleza, do miúdo electrocutado num semáforo, do outro afogado num parque aquático, as crianças assassinadas na Madeira, do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico, do autarca Alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do instituto de medicina legal, das famosas fotografias de Teresa Costa Macedo (aquelas em que ela reconheceu muita gente importante, jogadores de futebol, milionários, políticos..), os crimes de evasão fiscal do Albarran, os negócios escuros (escuríssimos) do grupo Carlyle em Portugal, grupo este onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, que era vezeiro e useiro numas cunhas como para a sua filha, sem esquecer aquele médico do hospital de S. Maria, suspeito de ter assassinado vários doentes por negligência.
Faltam aqui os casos do Sr. Silva; dos seus sérios amigos; Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Amílcar Teias e muitos mais. E o patriota do fax de Macau, melancia, e aqueles senhores que venderam o edifício dos CTT de Coimbra, de manhã por x, à tarde por 2x, à seita da face oculta com os seus robalos, etc, etc, etc.

Passados estes anos todos a justiça portuguesa está de parabens! Prenderam um jovem de 17 anos que fez um download de música... grande malandro!!!

FANTÁAAAASTIIIICCOOOOOO!!!!! PRIMEIRO PORTUGUÊS CONDENADO POR PIRATARIA MUSICAL NA NET.

AGORA SIM, SINTO-ME MAIS DESCANSADO E SEGURO!!

Para ver e ouvir com muita atenção - não nos dizem a verdade