terça-feira, 30 de outubro de 2012

O liberalismo é contra a liberdade autêntica

Refere Jean Touchard que Burke, ao insurgir-se contra os projectos da Assembleia Nacional Francesa dizia que a organização administrativa da Monarquia, era o fruto da história e da experiência, a rede de alvéolos onde se alojavam as múltiplas liberdades concretas; as liberdades só podem ser o produto duma herança, e a liberdade proclamada como absoluta apenas proporciona miséria.
 
 
As liberdades só podem ser o produto duma herança, e a liberdade proclamada como absoluta apenas proporciona miséria.
 
 
É sabido que o liberalismo arvorando a bandeira da liberdade contra as restrições sociais, dissolveu todos os grupos naturais da sociedade, e deixou, assim, o indivíduo indefeso em face do poder crescente e absorvente do Estado. Os grupos dissolvidos como entraves à liberdade, eram precisamente os que limitando o poder político, asseguravam a concretização da liberdade em liberdades sociais, a oporem à absorvente prepotência estatal.
 
 
Foi para a conquista da liberdade que a Revolução de 1789 foi desencadeada. Dissolveu as Corporações e os Grémios. Mas em breve se verificou que essa liberdade, tão desejada, se deixou de ser enleada pelas Corporações e pelos Grémios, não tardou em ser subjugada por umas tantas empresas dominadoras dos mercados e dos preços.
Caiu-se do suposto dirigismo corporativo, no autêntico dirigismo capitalista, na luta do dinheiro pelo dinheiro. E hoje, tal como nos tempos anteriores à Revolução Francesa, o cidadão, a pessoa, procura, por todas as formas defender-se do Estado.
Fernando Amado explica que os defensores da Monarquia ao atacarem o mito da Liberdade o que tinham em vista era, tal como hoje em dia, salvar a liberdade autêntica.
 
 
Os defensores da Monarquia atacam o mito da Liberdade para salvar a liberdade autêntica.
 
 
A palavra "liberdade" é uma palavra acentuadamente monárquica como a história o comprova, e só a Monarquia, mais do que qualquer outra instituição política, tem direito a usá-la, Já nas cortes de Lamego essa fórmula tinha sido lançada: Nós somos livres; o nosso Rei é livre. Nossa mãos nos libertaram.
 
 
 
 
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Prisão para os ditadores do regime

Vou ouvindo e lendo por aí que cada português teria de contribuir com 20000 euros para saldar a dívida de Portugal. Agora podemos perguntar: 1- Devemos a quem, o quê e quanto?; 2- Quem contribuiu para a dívida e porque não mostram os números às pessoas?; 3- Os que contribuíram para a dívida estão a pagar a sua parte? A resposta a esta última pergunta é NÃO.
 
Se a isto se chama democracia, pois então venha de lá uma ditadura, e não me venham dizer que a ditadura era isto e aquilo. Ora vejam lá se este regime não é ditador, pensem um pouco.
 
O regime actual é uma ditadura disfarçada, mas mesmo sendo disfarçada, não deixa de ser a pior das ditaduras. Em ditadura propriamente dita, podem não existir liberdades de expressão e de movimentos ou uma série de outras liberdades dadas por decreto, mas as pessoas vivem as suas vidas, modestas nalguns casos, mas vivem sem sobressaltos e pesadelos económicos; na ditadura disfarçada (o nosso regime democrático), temos todas essas liberdades acima referidas, excepto duas, a liberdade financeira (eu não devo nada a ninguém, quanto mais 20000 euros) e o direito de vivermos as nossas vidas sem os sobressaltos acima indicados.
 
 
Está claro para toda a gente que a classe política da ditadura disfarçada é a responsável por todo este descalabro financeiro. E eu disse bem, todo o descalabro financeiro. Foram eles que permitiram que a banca concedesse empréstimos "à pá", sem controlo e sem regras, foram eles que permitiram que milhões de euros de subsídios europeus fossem deitados pelo cano abaixo, foram eles que incentivaram, e quase obrigaram, ao desmantelamento da agricultura e da indústria, foram eles que criaram leis de excepção (casa pia, face oculta, bragaparques, submarinos, torralta, centro cultural de belém, expo), para assim poderem roubar milhões sem serem presos, e sem esquecer que as alterações ao código penal acabaram por fazer com que a justiça seja uma palhaçada.
 
 
Mas se formos inteligentes, é só olhar para o exemplo da Islândia. Aqueles sim , tiveram-nos no sítio, chegaram ali, meus amigos ponham-se no caralho, ides presos, e os bancos e restantes credores que vão mamar na quinta pata do cavalo.
 
Enquanto isso, na parolândia, os bátegos vão-se entretendo a fazer manifestações ao melhor estilo abrileco: "O povo unido jamais será vencido", " Liberdade, liberdade, liberdade" e "grândolas que já fomos gamados" e o perfume fétido e podre da perversão abrilina.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um orçamento muito estranho [estaremos próximos da queda do regime?]

Não restam mais dúvidas, a actuação deste governo PSD é um gigantesco tiro no pé do próprio partido. Esta atitude do PSD e das suas cúpulas de ignorarem as recomendações dos troikianos, 2/3 na despesa e 1/3 nas receitas, irá levar o mesmo às calendas. De seguida, preparemo-nos para mais uma quinzena de anos de governos PS, provavelmente, à mistura com os "neofascistas" dos novos movimentos esquerdistas.
Um dos problemas deste governo é ser composto por ministros que não têm a mínima noção do que fazem, são os "neosocialistas" ao serviço da plutocracia internacional. Se falarmos dos responsáveis máximos deste governo, assustamo-nos com a ignorância dos mesmos em matérias muito básicas de ciência política e económica. Como puderam espécimes destes chegar aos destinos do país?
É no confronto e no debate de perguntas deste género que intuitivamente obtemos a resposta. Há incompetência e má fé ao mesmo tempo, ou seja, existem interesses muito fortes para que as coisas continuem neste caminho: o protelar das dívidas, a erosão do sistema financeiro mundial, a subversão dos valores e da ordem, e, a médio prazo, a supressão das diferenças religiosas e ideológicas.
 
O PSD é um partido neosocialista. O mesmo perdeu as suas referências (já degeneradas) de direita e é hoje um partido factualmente igual ao PS, criadores de uma legião de parasitas com diversos tentáculos.
 
Quanto ao CDS o outro partido desta coligação, diga-se que o mesmo foi apanhado numa situação desprevenida e sem grande margem de manobra, mas ressalta logo à vista que o mesmo apenas está ali para compor número e fazer maioria, portanto nada manda e que estejam caladinhos.
É provável que este partido venha a sair beneficiado do fim mais do que anunciado deste governo (é uma questão de tempo), pois, poderá haver uma deriva de votantes tradicionais do PSD para o CDS.
 
Este orçamento propriamente dito pode ser a bomba implosiva do regime.

A burla democrática

«A burla que caracteriza fundamentalmente o sistema, manifesta-se já antes da eleição, isto é, durante o período de propaganda mantém-se durante a eleição, e persiste após a eleição.
Antes da eleição o cidadão médio é levado a acreditar, sob a influência que nele exercem indivíduos intelectualmente superiores a ele, que lhe basta acorrer às urnas para assegurar para si uma suficiente participação no mando. Após a eleição, é vulgar vários partidos unirem-se para constituirem a maioria parlamentar, e estabelecerem um governo comum que realiza alguns dos pontos previstos nos respectivos programas. E o votante, que pôs no acto eleitoral todo o seu entusiasmo e dedicação, sente-se enganado, e pergunta porque o incomodaram com programas distintos e irredutíveis, obrigando-o a perder tempo e dinheiro - porque não há coisa mais cara na vida pública, do que umas eleições gerais. Mas se quiser protestar contra o abuso dos dirigentes partidários, só o poderá fazer no fim de um certo número de anos, passando-se para outro grupo mais à direita ou mais à esquerda, a menos que resolva, enojado, ficar em casa a engrossar a falange dos desiludidos.
Na prática - diz A. Frantzen - o governo democrático é um monopólio nas mãos de uma classe desprezada: a dos políticos.»
 
 
In "Para Um Verdadeiro Governo Do Povo" - Prof. Doutor Jacinto Ferreira
 
 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Acabar com a maçonaria para o renascer da democracia

Não existe democracia. E não existirá enquanto existir maçonaria.
Neste caso concreto, a democracia (que não existe) é o engodo perfeito para servir os interesses maçónicos.
 
A democracia é formal, no papel, com muitos direitos e liberdades que se revelam inúteis, sem aplicação prática. A maçonaria existe, está bem longe de ser formal e inocente, é o maior instrumento de corrupção a nível mundial, é também o elo de ligação e contacto entre a tríade - política, influência e economia. Sobretudo esta tríade porque há outras.
 
 
Podem manifestar-se, indignar-se e partir à vontade, pois isso é o pretendido pela maçonaria; instale-se o caos, para de seguida, num momento de verdadeiro êxtase metastático, se proceder a uma pseudo-salvação e a um novo movimento revolucionário que instaurará a ditadura final.
 
 
Os manifestantes ainda não perceberam que apenas deixando de alimentar este regime partidocrático corrupto se pode começar a mudar algo. Esse será apenas o primeiro passo de outros que terão de se seguir. É preciso retirar os votos aos 5 do costume, só assim se pode começar a minar a maçonaria e aspirar à verdadeira democracia.
ISTO É SIMPLESMENTE, "EXPULSAR OS VENDILHÕES DO TEMPLO".
Quando as pessoas derem esse primeiro passo, duas coisas importantes acontecerão, 1ª - perante a quebra generalizada de votos no clube dos cinco, mas sobretudo nos dois principais partidos PS e PSD, os agentes maçónicos começarão a ficar preocupados, porque os fluxos de capitais e influências que daí adviriam começam a ficar em risco; 2ª - os financiadores e os oligarcas ficarão chateados, pois investir numa coisa que deixou de ser "produtiva", obriga a repensar a estratégia. E, perante a imprevista investida dos cidadãos contra a maçonaria, a mesma terá de começar a tomar precauções.
 
Mas a destruição da maçonaria não passa apenas por deixar de alimentar a república partidocrática portuguesa. É imperioso denunciar as mentiras que lhe estão associadas, ou seja, denunciar a falsidade da filantropia, da igualdade e da liberdade. Sem esquecer que a maçonaria é uma religião imanente por contraposição à religião cristã transcendente.
 
A maçonaria pretende há muito a subversão da ordem e da moral, da política e da economia, da religião e da antropologia.
 
O futuro da humanidade depende da destruição da maçonaria.
 
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A inversão democrática

A história é uma disciplina com muitas "facetas", imperceptíveis para "os distraídos", sendo a factualidade a principal de todas. Se houvesse um conhecimento mais uniforme (generalizado) da história e das suas implicações, haveria uma outra atitude cívica e política. Não seríamos espectadores passivos destes "roubos descarados", não seríamos desgovernados pelos «mansardistas de serviço», nem viveríamos num regime republicano, altamente lesivo dos interesses das populações, pois que a "traquitana eleitoralista" serve quem muito bem se sabe.
 
 
A data charneira deste processo foi precisamente a de 25-04-1974 em que durante quase um ano o clima de medo foi sendo disseminado pelas populações. Foram estas mesmas levadas a crer que sem democracia representativa não conseguiriam sobreviver e miríades de organizações e partidos políticos foram surgindo como cogumelos, repetindo-se o cenário assustador da 1ª república, a bancarrota e os sucessivos empréstimos levam o país à estagnação financeira. E tudo isto legitimado pelo voto muito democrático.  
 
A nulidade do voto em democracia representativa, e repito, em democracia representativa, está bem expresso na impotência generalizada para alterar o que quer que seja.
 
Afinal só votamos por um partido e por uma cara, o primeiro ministro, findo o acto eleitoral, os ministros são escolhidos não se sabe bem com que critério ou critérios, e não se sabendo bem quem são essas pessoas. Bem que gostava de ver e ouvir manifestações sobre este assunto.
 
A democracia não é só a arte de manipular as massas em surdina, sempre sob a capa da legitimidade do voto; é também a inversão dos valores e dos direitos naturais, onde esses direitos naturais são substituídos pelos novos direitos inventados pelos políticos para benefício deles próprios.

O professor Doutor Jacinto Ferreira, no seu livro, Para um verdadeiro governo do povo a páginas 92 e 93 diz o seguinte: «A sufocação das liberdades, quando não da liberdade total, é o destino fatal de todos os regimes democráticos. É que um dilema terrível surge no caminho das democracias, sobretudo das repúblicas. ou são fiéis à liberdade, e entram, a curto prazo, na anarquia; ou se resolvem a sustentar a autoridade e não tardam em cair na ditadura de um homem ou de um partido.
Profeticamente, o anunciou Alexandre Herculano, ao deixar escrito que na história, o que, geralmente falando, constitui a principal feição do presidencialismo, é servir de prólogo ao cesarismo.
Já Platão havia formulado idêntico prognóstico, nos tempos longínquos da democracia ateniense, ao dizer que da extrema liberdade sai a maior e a mais rude escravidão. E depois de Platão, embora talvez inspirado por ele, disse Oliveira Martins que nenhum sistema político se presta mais à tirania e à burla, do que o sistema aritmético do governo de massas.»


Segundo outros, a democracia parlamentar é a ditadura mais injusta e mais cruel.

Segundo Herculano, guiado pela sua intuição dos fenómenos políticos e históricos, onde predomina a igualdade democrática, a mesma caminha mais ou menos rapidamente para a sua derradeira consequência - a anulação do indivíduo perante o Estado, manifestada por uma das duas seguintes formas - o despotismo das multidões ou o despotismo dos Césares dos plebiscitos.
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O falhanço total do 25 de Abril

As pessoas não querem admitir que a revolução de abril de 1974 não serviu para nada. Foi uma fraude, total, sem tirar nem pôr ...
 
Nas últimas manifestações que se realizaram neste país, só se ouvia as "rotinhas" e "mofas" frases: «o povo unido jamais será vencido» e «liberdade, liberdade». O povo nunca esteve unido, nem pode estar, pois a união envolve e implica um sentimento comum que não existe há mais de 100 anos. Quanto à famosa liberdade, ela só existe quando interessa e de nada adianta estarem sempre a reivindicar mais liberdade, mais igualdade, mais isto e aquilo, pois que a liberdade é fictícia e é um instrumento de desunião e não de união.
 
É preciso admitir e compreender que o 25 de abril apenas serviu para favorecer uma série de generais e militares, conseguindo assim reformas chorudas; e por outro lado, se hoje o país está como está, deve-o em parte ao 25 de abril e às suas teorias nefastas, mentirosas, facciosas e impossíveis de realizar.
 
A plutocracia portuguesa aproveitou-se do 25 de abril para tomar o poder de assalto sendo hoje os bastidores da política ocupados pelas piores pessoas e pelos maiores vigaristas da nossa praça, continuando as pessoas a votar para este estado de coisas.
 
É preciso acabar com o 25 de abril (isto não implica voltar à ditadura, nem defendo tal posição) e deixar de votar em partidos políticos que não fazem mais do que alimentar a partidocracia aguda.
 
 
Eu não acredito na democracia do pós-25 de abril; essencialmente porque ela não existe, limita-se a um desfile participativo ou representativo que não resolve os problemas das populações. A única democracia que pode existir, por definição e por princípio, é a democracia directa. Só esta poderá resolver os problemas do nosso país. Se alguém pensa que a democracia parlamentar com os seus (exageradíssimos) 230 deputados podem resolver algo, está bem enganado. Esses 230 deputados estão-se cagando para nós todos, inclusive os do PCP e do BE que falam muito dos portugueses e dos trabalhadores, mas que na realidade se ficam pelos lugares comuns de sempre.
 
 
 
O 25 de abril foi traição, abaixo o 25 de abril, venha o 26 de abril e depressa; mas um 26 de abril que renove esta democracia participativa transformando-a numa democracia directa, onde as necessidades e reivindicações das pessoas sejam atendidas. Abaixo os tachos e jogadas de bastidores, muito próprios de todas as democracias representativas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O bestiário gayzista


Está oficialmente aberta a época de adopção de crianças por parelhas macho/macho ou fêmea/fêmea.
Estas parelhas estão convencidas que é possível substituir a ordem natural das coisas, por uma nova ordem que contraria as leis do universo e de Deus.
 
 
Eu não considero que um "parelhador" não tenha capacidade para educar, criar, dar amor, vigor e alegria a uma criança, não é esse o problema ...
 
 
Qualquer criança criada num ambiente familiar onde tenha dois pais ou duas mães, não pode, evidentemente, deixar de manifestar uma dissonância profunda nos seus campos psicológico e sexual.
 

A tão badalada «neutralidade de género» não faz mais do que "avalisar" a deturpação cometida em nome da nova sociedade e do novo homem que a esquerda revolucionária e não só, não se cansam de procurar.


A palingenésia futura, ou a inevitabilidade do futuro desejado pelos neognósticos, emerge de um mandamento primordial na permanente revelação escatológica: o futuro (desejado pelo neognosticismo) é um dado adquirido, mas na egofania vigente do século XXI, é uma certeza que não admite contestação.
 
POR ISTO MESMO É QUE AQUELE VELHO ADÁGIO POPULAR QUE DIZ ANDAR O DIABO CADA VEZ MAIS À SOLTA FAZ TODO O SENTIDO.
 
 

Ora vejam só o ar de alegria desta família do futuro desejado. Reparem no "ar assustado" das duas crianças da direita .. que maravilha ...
 
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Restauração da Monarquia em Portugal



5 de Outubro de 1143 - O nascimento de Portugal

Portugal é nação independente pelo génio e arte do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques. Aquele rei que não se vergava aos interesses do seu primo Afonso VII, rei de Leão e Castela.

Como sempre tenho dito, o único feriado que existe é o 5 de Outubro de 1143, e não o outro tão nefasto de 1910 e para cúmulo, no mesmo dia da fundação de Portugal. A 4ª descida de Portugal "aos infernos" começava a partir desta última data, porque já se sabe de onde vieram as ordens para o assasinato do rei D. Carlos e de seu filho.



Família Real Portuguesa: MANIFESTO DA CAUSA REAL À IMPRENSA


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A crise e a ascensão dos cleptocratas

As dívidas soberanas dos países, como agora lhes chamam, não são dívidas nenhumas!
Dito de outra forma, são dívida sim, mas dívida com uma cambiante muito diferente do usual, é que não é para ser paga, mas sim protelada e atirada sempre lá para a frente. O sócretino, já no exílio dourado, disse isto mesmo, que a dívida não é para ser paga, e não é que o homem pela primeira vez em alguns anos disse a verdade! 
Enquanto isso, os especuladores e agiotas pregoeiros fazem fortunas, e os países e seus habitantes afundam-se na pobreza.
 
 
Vejamos um excerto do livro Crises Financeiras Na Economia Mundial - Algumas Reflexões Sobre a História Recente escrito por Carla Guapo Costa nas páginas 61 e 62: «Mas a recessão de 2008 é diferente, porque não é devida apenas à quebra de procura, nem unicamente aos elevados preços da energia, embora os preços do petróleo e de outras commodities estivessem especialmente elevados no verão de 2008, antes de iniciarem uma descida sustentada. A principal ameaça para a resolução desta crise é, efectivamente, uma crise de crédito, o que dificulta, ou mesmo impossibilita, um retorno ao pleno emprego se a mesma persistir.
Os problemas no sector financeiro não são, obviamente, novos, mas, em várias situações anteriores, não tinham tido um impacto macroeconómico significativo. Pelo contrário, nesta crise em concreto, o colapso do sistema financeiro está a envolver a economia no seu conjunto.
E, em grande medida, pelo facto das alterações verificadas no sistema financeiro o terem modificado substancialmente. Antes desta revolução, na sua maior parte, os que originavam os empréstimos, mantinham-nos no seu portfólio. Mas os proponentes desta nova alquimia financeira descobriram novas formas de rentabilizar as dívidas, secularizando-as, e dividindo-as.»
 
 
Ora como muito bem sabemos, a secularização das dívidas é o processo que está em curso, e só desta forma se pode entender a submissão da política à economia.
 
A civilização está a ser destruída em nome de uma globalização que mais não é do que a ascensão definitiva da cleptocracia; a religião política oficial de qualquer estado futuro.