quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Democracia - três séculos de enganos

Hallet Carr alertava no seu livro, «Vinte anos de crescimento», que após o término da 1ª grande guerra mundial começava a bancarrota do sistema,e que o povo se ia cada vez mais "distanciando" do ideal democrático ao aperceber-se que os direitos da democracia tinham perdido o seu sentido ou eram irrelevantes.
 
Transportando esta afirmação para a nossa época a mesma afigura-se profética, mas muito antes, Rousseau tinha dito: «O povo Inglês considera-se livre, mas está bem enganado, é livre só no dia da eleição do parlamento. Depois desse dia, a escravidão volta, ficando a liberdade reduzida a zero.»
 
Bem elucidativo vindo de Rousseau. Para outros, o regime inglês não era uma democracia mas sim, uma união parlamentar democrática.
Uma coisa é certa, o modelo democrático Inglês serviu de "protótipo" para os restantes modelos europeus, que pensavam à altura, os homens do século XVIII e XIX, ser o mais confiável. O grande paradoxo, é que o modelo liberal inglês serviu de base aos restantes modelos liberais da europa, mas a monarquia inglesa não era liberal. O que quer dizer, evidentemente, que o rei Inglês estava já manietado pela influência nociva que o liberalismo veio gerar, ao pretender liquidar a aristocracia, fundando futuras repúblicas democráticas que passaram a viver à custa dos restos da riqueza moral acumulada por séculos por parte dessa mesma aristocracia. E eis-nos chegados à decadência, no "frontispício" do século XXI.