quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Humanismo - o grande fedor maçónico

O Humanismo surgido no século XV foi a primeira grande revolução na mentalidade e cultura europeia. Maquiavel é o primeiro marxista da história contemporânea. Trata-se agora de mudar o mundo e não de conhecer o mundo. A ideologia humanista emancipou a esfera política da sua fonte metafísica e moral, da qual a igreja católica era depositária e guardiã.
Este retorno ao "paganismo", preparou o terreno para a reforma protestante, que na sua génese, negava radicalmente a autoridade da igreja, tendo provocado a separação definitiva entre a mesma e o Estado. A dupla revolução, intelectual e religiosa, provocada pelo humanismo e pelo protestantismo deu origem ao Absolutismo (1520-1740).
 
A visão radicalmente pessimista da natureza humana, comum a Maquiavel e a Lutero, impossibilita governar em nome da filosofia do Evangelho. Desta antropologia pessimista, resulta a necessidade de conceder ao príncipe uma autoridade férrea, cuja intenção foi a fundação do Absolutismo.
A negação da autoridade da igreja e do Império, produziu um sistema igualitário baseado na força, e implicou a perda de um critério objectivo que transcendia as relações de força entre Estados.
Durante o século XVII, Hobbes, Grotius e Pufendorf, sobretudo estes três, tratam de provocar a emancipação definitiva da política relativamente à lei,  ao direito natural e à moral.
Do direito natural ao direito positivo, estava dado o primeiro passo para a "revolução final" acontecida nos finais do século XVIII.
 
O século XVIII já separado dos fundamentos teológicos do direito divino e apoiado nas ideias de Loecke, Hobbes e Rousseau, dá origem a um novo fenómeno político, o despotismo iluminado (1740-1789). Devido a este novo fenómeno político, o poder régio hipertrofia-se, começando assim a nascer o Estado contemporâneo.
A secularização dos sucessivos regimes prepara a "republicanização" da sociedade desencadeada pela Revolução Francesa. Luís XVI de França é assassinado no dia 21 de Janeiro de 1793, sendo o seu único crime o facto de ser rei. O reú não era um homem mas a monarquia. A sua morte foi ditada por «ódio à religião católica» segundo o Papa Pio VI.

O Humanismo não deixou de ser um filão para as diversas ideologias nascentes no período pós-1789, de tal forma que, sob as influências do seu desenvolvimento teórico e prático, a "nação" e a "humanidade" passaram a ser consideradas contingências puramente humanas. Desta profunda dissociação destes dois conceitos, desenvolvida até meados do século XIX, nasceu a chamada "pátria filosófica", muito bem associada aos direitos do homem. Do Humanismo, passando pela Revolução Francesa, pela dissociação dos conceitos de nação e humanidade, e pela negação da ordem e da autoridade, negando-se o princípio cristão de «não haver autoridade que não provenha de Deus», chega-se aos socialismos "ululantes" dos finais do século XIX e inícios do século XX e aos totalitarismos do século XX.

O "não-Estado", ainda por cima considerado "ético", pelos socialistas pós-1789, dinamitou por completo a capacidade de reacção dos povos. A loja tinha vencido.