segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Do GADU ao ateísmo puro - a república anárquica

«No ano de 1877, a história maçónica conhece-se um novo desenvolvimento. O Grande Oriente de França, aprova a sugestão do abade Desmons que futuramente viria a ser o Grão Mestre dessa mesma obediência, aprova a decisão de as lojas deixarem de trabalhar em nome "da glória ao Grande arquitecto do Universo".
 
Tal decisão representava o engajamento republicano, para não dizer revolucionário, cada vez mais forte e incidente e a separação do Grande Oriente do "corpo maçónico universal". A Grande Loja Unida de Inglaterra rompe relações com o Grande Oriente, que era então "a secreta religião da república". Esta secreta religião foi o elo de ligação com a 3ª república, laboratório das ideias, das leis e das medidas anticatólicas. (...)
 
Jean Sevilha na sua excelente obra, Quando os católicos eram fora da lei, resume a actuação revolucionária em direcção à república anárquica da seguinte forma: «A liga dos ensinamentos de Jeam Macé conluída com as lojas maçónicas, o protestantismo liberal e a política escolar de Jules Ferry ao serviço do livre-pensamento. (...)
 
A maçonaria, e principalmente o Grande Oriente, é a rampa de lançamento e o centro comum de impulsão da esquerda anticlerical. (...) A Enciclopédia maçónica trata de esclarecer as dúvidas: "o papel importante de 2000 a 3000 maçons protestantes no reforço do Estado republicano e da laicização do ensino público". (...)
 
Todos os canais da política anticlerical do maçon Jules Ferry tinham uma origem comum, a maçonaria. Esta atitude anticatólica teve as suas fases de desenvolvimento, constante e sistemático, através das lojas, centros discretos de reflexão e manipulação.
 
Continua.
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony.